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APRESENTAÇÃO

O Pesacre - Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre – é uma Organização Não Governamental/ONG interinstitucional e multidisciplinar que trabalha com populações de extrativistas, pequenos  agricultores, ribeirinhos e indígenas, e tem como missão  a elevação da qualidade de vida desta população com a diminuição da pressão sobre a floresta.
Situado no campo das organizações que defendem e promovem o desenvolvimento sustentável o Pesacre orienta-se pelos seguintes objetivos institucionais de longo prazo:

  1. Fortalecer a capacidade de auto-gestão das comunidades;
  2. Gerar e implementar políticas de Conservação & Desenvolvimento no nível regional;
  3. Gerar e promover a utilização de metodologias e tecnologias apropriadas para a gestão dos recursos naturais e manutenção dos estoques de carbono;
  4. Qualificar a capacidade técnica local no manejo e uso sustentável dos recursos naturais.



HISTÓRICO (Trajetória)
O Pesacre foi fundado em 06 de julho de 1990 por um grupo de pessoas que participou de dois cursos de pesquisa e extensão, baseado na metodologia PESA (Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais). Os cursos, realizados em 1988 e 1989, foram frutos de um convênio firmado em 1986 entre a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Universidade da Flórida (UF) e acabaram motivando a criação  de uma organização com uma equipe multidisciplinar e interinstitucional dedicada a pesquisa e extensão rural para uso sustentável dos recursos naturais, colocando em prática os conceitos da  “Pesquisa Participativa” defendidos pela PESA.

Desde de 1990, o Pesacre desenvolve trabalhos junto a populações de seringueiros, pequenos agricultores, ribeirinhos e indígenas tendo como base a metodologia Pesa, ao tempo em que promove uma série de mudanças e adaptações no método, considerando a realidade da parte mais ocidental da Amazônia, especialmente o Estado do Acre.

Esta experiência levou ao aperfeiçoamento de um enfoque participativo que tem permitido um envolvimento cada vez maior dos beneficiários, garantindo a estes o papel de atores pró-ativos do  permanente processo de busca da auto-gestão dos seus recursos e favorecendo um aprendizado constante do Pesacre.

Um dos resultados mais relevantes deste processo foi a reconstrução da metodologia de pesquisa e extensão, via a inclusão de novos conceitos à PESA, transformando-a na metodologia participativa Pesa (link direto para dowload da metodologia em publicações). Esta metodologia permite que pesquisadores e extensionistas tenham uma nova visão de seu trabalho fortalecendo sua ação através do envolvimento da comunidade.

Neste período, além da atuação direta junto às várias comunidades e organizações de base, o Pesacre foi responsável pela formação de quadros técnicos da sociedade civil, universidades e organismos governamentais na metodologia Pesa.
Nos últimos anos o Grupo PESACRE veio desenvolvendo uma intervenção direta em comunidades de duas regiões no Estado do Acre, além dos Estados do Amazonas e Rondônia.

No Acre, no Vale do Juruá, o trabalho é  desenvolvido junto ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável São Salvador, categoria de assentamento rural criada em período recente no Brasil.

Já no Vale do Acre, seguimos trabalhando com: o Grupo de Produtores Novo Ideal/GPNI, no Projeto de Assentamento Dirigido/PAD Pedro Peixoto, várias associações da Reserva Extrativista Chico Mendes, o Projeto de Assentamento Extrativista Santa Quitéria, além de alguns Projetos de Colonização.

No Estado do Amazonas a atuação ocorre na Terra Indígena Apurinã do 45, especificamente no município de Boca do Acre.
Em Rondônia o Pesacre colabora com o Projeto Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado/Projeto RECA e a Associação Escola Família Agrícola de Pequenos Produtores/AEFAPA

Nos últimos anos o Pesacre vem cada vez mais ampliando e reorganizando suas estratégias de intervenção, de modo a articular os diversos campos e níveis de atuação. Vem crescendo a atuação do Pesacre nos processos de formulação, monitoramento e implementação de políticas públicas bem como nos processos de diálogo e articulação em rede por parte das organizações e movimentos sociais no campo das alternativas sustentáveis de desenvolvimento, tanto da Amazônia quanto do restante do Brasil.